QUANDO…

quarta-feira, 14 julho, 2010 at 23:40 (Coração vagabundo, Poesia, Sentimentos) (, , , )

Esquisse d'une aile, 1991, Francine Van Hove

Quando eu sorrir,
Quero que você também sorria,
Por que é meu coração que diz “Oi” pro seu.

Quando eu te olhar,
Quero enxergar-me
Dentro da menina dos teus olhos

Quando eu suspirar,
Quero que respire meu ar quente

Quando eu fechar os olhos,
Quero te ver a me olhar

Quando te tocar,
Que seja feito cego lendo braile.

Quando te beijar,
Que seja fulminante como um relâmpago,
Que seja feito “vistas escuras”,
Como balão de oxigênio doce.

Quando eu te soltar,
Que saia de mansinho, sem se despedir e
Que volte, entre sem pedir licença.

Quando me abraçar,
Que o mundo pare e eu ouça…
O som doce e melancólico do seu peito.

Quando eu te amar,
Que seja de pés descalços,
De alma nua e corpo despido.

Quando eu sentir frio,
Que deixe me entrelaçar nos seus cabelos e
esconder-me em teu vestido.

E quando, porventura, tudo acabar,
Que não me deixe te amar…

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A POESIA I

terça-feira, 6 julho, 2010 at 23:58 (Coração vagabundo)

"La prairie étoilée, 2004, Francine Van Hove"

Conhece a poesia?
Poesia é tudo isso que vês.
É tudo que sente na tua pele.
Tudo isso que seguras, que esquenta tuas mãos.
É poesia.

Ouves a poesia?
Ela está no estalo da mão marcando tua pele.
No teu agudo gemido.
Na dor de ter prazer.

Não viu a poesia?
Está nos teus pensamentos, mesmo que inconscientes.
Quando te faz o grito suster
Está nos teus mamilos enrijecidos.
Está nos teus desejos inconsistentes.

A poesia?
Faz tudo.
Tua dor e teu prazer.

[Samuel Vigiano] – Junho de 2010

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