INCIDENTE

domingo, 23 maio, 2010 at 2:25 (Coração vagabundo, Inconsistências, Mulher) (, , )

Os pensamentos não se sintonizam com a possibilidade.
Nada faria com que ela dissesse a verdade.

O dia parece infinito, a noite parece um piscar de olhos.
As horas passam querendo contrariar tudo aquilo que parece bonito.

Uma palavra mal dirigida chocou-se com um aflito coração.
Um dano permanente: conhecer um rosto tão sorridente.

Um acidente mortal.

Escuta!

O coração é terra devoluta.
Um dia ainda vai cumprir sua função social.

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O LIMITE

sábado, 15 maio, 2010 at 17:17 (alma, Coração vagabundo, Desejos, Poesia) (, , )

O limite da terra é o mar
O limite da dor é gritar
O limite do calor é queimar
O que é o “limite”?

O limite do corpo é a física
O limite dos ouvidos é a música
O limite da raiva é chorar
O limite do silêncio é falar
O que é “limite”?

O limite da tinta é o papel
O limite da boca é o beijo
O limite do chão é o céu
O limite do desejo é o ensejo
O limite do limite é o verbo

O limite do verbo é conjugar
O limite do limite é conjugar o verbo amar.

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INCONSISTÊNCIA

segunda-feira, 3 maio, 2010 at 0:14 (Coração vagabundo, Devaneios, Inconsistências, Poesia, Sentimentos) (, , )

Longe! Ecoa como um sino da capela
Espalha a vida esvairada
Um copo vazio, ainda molhado,
repousa tripudiando sobre a janela

Longe! De tão contumaz, parece papel e tinta
Unidos por uma tenaz
De tão nítido, parece enxergar de olhos vendados
Pensamentos esmagados.

Perto! De tão nítido, sente ainda o perfume repentino.
Tão doce como o suor afrodisíaco
Tão quente como gelo que queima a pele

Tão perto dos pensamentos
Tão longe do coração
Do corpo, soa como címbalo.
Da vida, voa com os pés no chão

O sino! Abstinência de palavra
Eu sinto! Inconsistência me soletrava…

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