DISRITMIA

domingo, 31 janeiro, 2010 at 4:45 (alma, Amor, Coração vagabundo, Desejos, Devaneios, Espelho, Mulher, Poesia, Sentimentos) (, , , , , , , , )

Percebe-me? Minha respiração marca o espelho da tua alma. Sente-me? Percorro tuas veias, vou até seu coração. Ouve-me? Coração em disritmia.

Despertas em mim, sentidos e emoções… Que faz meus poros tripudiar como se fosse milhões de vulcões.

É a disposição ordenada de palavras despidas que incita percorrer minha imaginação como se tivesse na descida da avenida. Queima…

Pensamentos atentos convertidos em palavras ao pé do ouvido sussurradas que meu corpo lavra. Lavra como se talhasse na madeira de lei.

Como se fosse madeira de lei oferecida a um rei. Tuas palavras convertidas em pontos no tempo talham minha pele úmida a todo o momento.

Por um instante me perco na intensidade de seus pensamentos sussurrados que chegam de forma penetrante e me deixa estonteante…

Dito já foi: a noite é uma criança. Lançarei sobre ti meu olhar fugaz que te trará junto com a noite estrelada e cairás sobre mim.

Meu regaço arde em chamas, minha pele te reclama, meu calor é o seu pudor. Suprimida será sua dor…

Percebe-me? Minha respiração marca o espelho da tua alma. Sente-me? Percorro tuas veias, vou até seu coração. Ouve-me? Coração em disritmia.

Hei, de todas as formas, te amar [com palavras, gesto, respiração, carinho no corpo e olhar]. Lhe darei meu coração se me deres teu luar. Mulher de fases, irei te amar…

Mulher de fases… Fases da lua, fases que são sua… Sorriso de criança, corpo de menina e alma de mulher… É assim que você é.

Estou perdendo-me nas tuas palavras, teus encantos, tuas histórias… Encontre-me, por favor.

Samuel Vigiano

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ANÔNIMOS CONHECIDOS

terça-feira, 26 janeiro, 2010 at 1:08 (Coração vagabundo, Desejos, Devaneios, Poesia, Prazeres, Sensualidade, Sentimentos, Sexo) (, , , , , , , )


Anônimos Conhecidos

Você é uma flor… Aquela que aparece na primavera e se torna invisível no verão. Voa em direção ao horizonte. Mas sempre deixa teu perfume.

Que me envolve e me entontece de prazer.

Prazer que eu bebo em gotas…

Gotas provenientes do seu corpo que feito como taça, cabe perfeitamente em meus lábios.

Salgadas as gotículas que saboreio como se palavras se tratassem.

Gosto salgado é sim, o da tua pele molhada de suor…

Suor que salga meus lábios lava meu corpo.

Leva-me até minha alma teus mais profundos sentidos e desejos.

Lavo-te com meu calor, que queima teu colo que repousa no meu regaço.

Que me acolhe e me tranquiliza, levando-me nas asas da calmaria e repouso lânguido sob as estrelas no firmamento.

Trago-te junto a mim. Levo-te da terra à constelação salaz. Teu corpo chora, tua pele brilha, pois dos teus poros saem lágrimas de felicidade.

Partimos rumo ao incerto, mas decerto felizes e audazes, em busca de amor eterno.

Nossa viagem nos conduz de um ao outro cômodo da vivenda. Da cama para a rua. Do paraíso ao jardim de Dante…

Tal como um quadro de Bosch, vibramos e extasiamo-nos.

Juntos, pintamos em nossos corpos “O Jardim das Delícias Terrenas”.

Meu corpo transforma-se em pincel em mão de artista, meu vinho a tinta, e teu corpo a tela.

Nasce a obra imperfeita pela mão do artista, onde se misturam sabores, odores e cores.

Na obra, ele suga da sua flor o néctar e percebe-se o delicioso sabor. A pintura deixa cores naturas, estampadas com deleite nos nossos corpos. O odor exalado entorpece-me e deixa-me sedento de ti.

Sacio esta sede, esta fome de te ter, este pecado terreno, onde se possuem os amantes.

Juntos, saciaremos nossa sede voluptuosa… Sede que me consome como língua de fogo… Possuir-te. És minha.

Não fujo das luxúrias do prazer porque minha alma é livre e meu corpo teu.

Samuel Vigiano

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POETA AMANTE

sábado, 23 janeiro, 2010 at 0:33 (Coração vagabundo, Desejos, Devaneios, Prazeres, Sensualidade, Sentimentos, Sexo) (, , , , , , )


"Amantes"

Sim, eram dois seres cálidos.

Dois seres imperfeitos, mas que eram completos pelo amor que ostentavam.
Amor, palavra que lembrava-lhes a afeição viva pela mesma coisa: a poesia.
Faziam poesia de tudo, em tudo, sempre, com nada e com tudo.

Cada gesto dele era uma poesia que a alma dela entregava rabiscada.
O olhar dela, pungente ou perspicaz, impassível ou abrasador. Era poesia ao corpo dele.
Faziam poesias com olhares e movimentos. Com respiração e contentamento.

O vinho dele era tinta no pergaminho vivo, a pele dela.
Grafava ele [o poeta] em sua epiderme… O amor.
Pele suave que propiciava a ela deleite quando suas mãos escreviam-na.

Ele transfundia nela seu sangue. Sangue de um coração vagabundo.
Fazia de modo que lavrasse no corpo virgem dela a alma nova no espelho.
Como se fosse um galeão pronto pra guerra sobre o mar.
Ele navegava sobre ela com se fosse o Mar Vermelho…

Samuel Vigiano

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MULHER DESCONHECIDA…

sexta-feira, 8 janeiro, 2010 at 19:28 (Coração vagabundo, Desejos, Devaneios, Sensualidade) (, , )

Desejo latente, como a imagem de um filme ainda não revelado…

Era o anseio dele, o coração vagabundo.

Tinha ele um coração vagabundo, irredutível, persistente e teimoso. Mas esta ambição voluptuosa não era proveniente de tal coração, mas sim oriundo daquele corpo tórrido que admirava uma mulher incógnita.

Tinha ele uma sofreguidão dilacerante que se iniciava em teus poros e percorria lhe o corpo com passagem garantida pelos seus sentidos libidinosos.

Balançava-lhe a mente e sacudia a carne.

Já ela, por sua vez, era uma mulher desconhecida que tinha tamanha responsabilidade pela causa daquele motim molecular, causava todos aqueles atritos subcutâneos, que gerava a calefação das células daquele homem, que tinha um coração vagabundo.

Mas ela ainda não sabia… Nunca soube…

Uma mulher desconhecida para seus juízos, mas não para seu corpo que sabia de tudo, cada peculiaridade feminina que carregava aquele ser…

Sabia ser cruciante aquele trajeto lhe compelia a apenas contemplar aquela beleza estonteante e que lhe fazia ter devaneios

Sabia, enxergava, sentia, ouvia, lia todos os traços daquela mulher…

Tinha-a tão perto como o céu, sentia-a na pele como o sol.

O que ele queria mesmo era que ela esquecesse seus olhos no dele, deixasse sua pele grudada na dele, que alimentasse sua avidez em beber teu prazer em gotas, saciar tua sede no humano vinho dela.

Desejava ele, coração vagabundo, mergulhar teu corpo no dela e transfundir teu sangue para aquele corpo… Mulher desconhecida!

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RECOMEÇAR…

quinta-feira, 7 janeiro, 2010 at 14:53 (Coração vagabundo, Recomeçar, Sentimentos) (, , )

Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível
e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova
chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida
e o mais importante:
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de apender a pintar,
desenhar,
dominar o computador,
ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão
de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou
com o seu “período de isolamento”,
tem tanta gente esperando apenas um
sorriso teu para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem
nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado,
até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar
novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto,
queira o melhor do melhor,
queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós
aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno,
coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor
e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente,
esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida,
para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis,
somos sempre capazes de amar
muitas e muitas vezes.
Afinal de contas,
nós somos o “Amor”.

Paulo Roberto Gaefke

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