O ESPELHO…

sábado, 26 dezembro, 2009 at 18:17 (Coração vagabundo, Devaneios, Sentimentos) (, , , )

E que Narciso acha feio aquilo que não é espelho… Sim, ele acha feio aquilo que não é espelho, e você acha bonito aquilo que vê no espelho?

Quando ouvi esse trecho da música imortalizado na música de Caetano Veloso, canção denominada Sampa, não tinha despertado em mim memórias em relação ao espelho. Após ouvir novamente, iniciei minha reflexão atinente ao espelho.

Um fato que me veio lume foi, talvez o mais cômico, a cena onde eu chorei (uma dos raros momentos) em frente ao espelho. Talvez seja porque tentava encontrar minha alma, fitar meu espírito angustiado. Não sei, mas lembro que chorava procurando a essência de meu âmago, e isso me deixava, levemente anestesiado.

Tinha uma límpida imagem que parecia enxergar duas almas. Uma exterior e outra interior. Fazia indagações, lamentava, ria e chorava, mas sempre fitado na mesma representação de um ser.

Tinha a alma presa, tristeza profunda… Uma alma tentava puxar a outra do oceano, libertar tua companheira. Alma externa buscava resgatar a alma interna que presa se encontrava.

O espelho me mostrava que tenho a vulnerabilidade de um nascituro, que pra conquistar o mundo faço de tudo, que o vinho me fazia viajar ao passado. Essa era minha alma interior.

A alma exterior ligada umbilicalmente ao coração vagabundo dizia que o equilíbrio era tua maior arma, que a teimosia era apenas uma peculiaridade e que os meus anseios eram apenas sossegar o desinquieto coração, beber do meu barato whisky e ouvir uma boa canção.

Era a dança da alma que só se era possível descortinar através daquele espelho, que era o que o que meu coração vagabundo gostaria de ver naquele momento.

E você, o que enxerga no seu espelho?

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CHINA: DO VELHO AO NOVO MUNDO

quinta-feira, 24 dezembro, 2009 at 2:41 (História, Mundo) (, )

Foi construída cerca de 300 anos antes de Cristo

Quando se fala em China logo lembramos de um país comunista e socialista, de uma nação dividida por diversas dinastias e impérios, de um regime político fechado e ditatorial, apenas. Pois é, essa China ficou no velho mundo, nas histórias e lembranças de alguns.

A China é, em todos os sentidos, um dos fenômenos mais surpreendentes da presente economia internacional. Mas não é a primeira vez que esse país emergente atinge este patamar. O poder econômico da China, bem como a consequente expansão de sua expressão cultural, atingiram ao seu auge no século XV. Nessa época a China já possuía uma frota de galeões armados (navios de guerra) que dominava os mares da Ásia até a volta da África, dilatando o poder imperial e recolhendo impostos daqueles que eram considerados “povos bárbaros”.

No entanto, desde a construção da Grande Muralha da China (300 a. C.) a China vem sofrendo grandes mudanças. Destaca-se algumas como a extinção da última dinastia dos Grandes Imperadores (1820), passado um tempo e em meio a grandes confusões, foi proclamada a República em 1912. Já em 1921 foi criado o Partido Comunista Chinês e, logo em seguida, estabelecido o Partido Nacionalista.

Em 1971, a República Popular da China é reconhecida perante a Organização das Nações Unidas (ONU). Neste instante dá se início a grande ascensão.

Mais importante do que a admissão da China na ONU foi, em 1973, a implementação do vasto programa de reformas conhecido com as Quatro Grandes Modernizações, que abrange e altera, fundamentalmente, as estruturas da agricultura, indústria, defesa nacional e ciência e tecnologia. Esse plano pregava a abertura para a economia de mercado, bem como a flexibilização para investimentos estrangeiros e, pela primeira vez na história daquele país, caia por terra os antigos dogmas instituídos pelo sistema socialista.

Já na década de 90, a China alcançou os melhores índices mundiais, em três setores importantes: captação de investimento estrangeiro, crescimento econômico e exportações. Desde então manteve um patamar de crescimento econômico invejável.

Hodiernamente, a China desenvolve um papel de alavanca que impulsiona a economia mundial. Tanto é que os grandes investidores de todo o mundo estão de olho em oportunidades nas mais diversas áreas.

Segundo Dow Jones, “a China estipulou um crescimento industrial de 11% em 2010, mantendo um ritmo moderado de expansão e sem buscar um alvo excessivamente elevado”. E ao iterar que o PIB do próximo ano será de 8%, a China indica que está mais focada na agregação de valor pelas empresas aos produtos que fabricam e no desenvolvimento de tecnologias avançadas do que no crescimento em si.

Muitos dizem que a China vive hoje o ápice da sua economia, no entanto, ouso afirmar que ainda há bastante aspectos que precisam melhorar, como é o caso da saúde. Não existe um sistema único de saúde, universal que toda população tenha acesso. Cerca de 500 milhões de chineses nunca passaram por uma consulta médica, grande maioria deste do campo. Está previsto uma reforma no sistema de saúde.

Enfim, a China é um país incrível que realizou grandes mudanças oportunas que proporcionaram e continua obtendo resultados surpreendentes e alcançará o ápice nos próximos anos.

Samuel Vigiano

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Poesia…

segunda-feira, 21 dezembro, 2009 at 2:34 (Coração vagabundo)

Blog criado para acolher meus devaneios, pensamentos e poesias….

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