SOLIDÃO
Solidão…
é ouvir o próprio sangue
ranger por entre a carne crua,
escutar o som trépido e quente
que corre rápido pelas veias
Solidão…
é sentir o perfume do ar
e ver como o vento – da janela aberta -
acaricia suavemente a pele
e faz os poucos pelos dançarem…
Solidão…
é conversar com seus poros
que choram por seus pensamentos…
Pensamentos… que parece ópios penetrando
sua carne branca e devoluta
A solidão compele
o juízo desertor, sem pudor,
rasga a pele, movimenta células,
que dançam numa explosão atômica
tudo é calor!
Solidão,
é pessoa sem nome e endereço,
sem carne nem sangue,
que te toma, emprestado, seu corpo.





Ivone fs disse,
domingo, 7 novembro, 2010 às 15:39
essa tua “Solidão” está povoada de muito lirismo…muito sensual… uma solidão de arrepiar!
Ana Cris disse,
domingo, 7 novembro, 2010 às 15:54
Imagens as vezes ajudam a complementar a palavra. Incrível como a imagem me fez ver o poema de um jeito que não sei se sem ela , eu veria.
mas as palavras tb contém isso: sangue… trépido e quente, pelos dançando, rasga a pele, tudo é calor!
solidão? que nada!
Sua solidão, pra mim se traduziu em puro desejo! desejo retesado, desejo a ponto de explodir! Desejo!
carmen silvia presotto disse,
domingo, 7 novembro, 2010 às 16:39
Muito bom este poema, nos tira da solidão!
Beijos.
carmen silvia presotto disse,
domingo, 7 novembro, 2010 às 18:54
Samuel, fiquei com teus versos em meu pensamento e volto para reler o poema e
“Solidão…
é conversar com seus poros
que choram por seus pensamentos…”
percebi que eram estes os versos que me ecoavam.
Que poema!
Beijos
Carmen Eugenio disse,
domingo, 7 novembro, 2010 às 22:57
Inevitável Solidão!
Mas pior que a solidão solitária,
voluntária ou não,
é a solidão a dois…
Adorei! beijos Samuca!!
Lara Amaral disse,
segunda-feira, 8 novembro, 2010 às 1:11
O melhor poema seu que li, perfeito!
Beijo.
sylvinha disse,
segunda-feira, 8 novembro, 2010 às 15:04
Voce como sempre tocando meu coracao com suas palavras…beijos doces em seu coracao.
ℓυηα disse,
terça-feira, 9 novembro, 2010 às 11:32
Ainda que a solidão não seja fruto da escolha, sofrer por causa dela pode ser, né?
Beijo, moço!
ℓυηα
[ rod ] ® disse,
quarta-feira, 10 novembro, 2010 às 13:33
Finjo brincar de solidão. Justifico o fingimento de ser poeta.
Abs meu caro!
Estou de volta a loucura dos blogs.
Rommel Werneck disse,
quarta-feira, 10 novembro, 2010 às 16:24
Lindo!
Flávia Braun disse,
sábado, 13 novembro, 2010 às 23:48
Maravilhoso poema..
Tbm escrevo ( e sinto com ) solidão…
“Solidão,
é pessoa sem nome e endereço,
sem carne nem sangue,
que te toma, emprestado, seu corpo.”
Solidão nos invade sem pudores…
Esvai-se , então, com as cores do amor
beijos!
Lai disse,
segunda-feira, 22 novembro, 2010 às 23:42
Sam, bela leitura da solidão. Adorei especialmente o final: “Solidão,
é pessoa sem nome e endereço,
sem carne nem sangue,
que te toma, emprestado, seu corpo.” Bj
Ana Luisa Kaminski disse,
sábado, 18 dezembro, 2010 às 11:35
Solidão… é uma experiência humana inevitável, em algum tempo ou lugar: até mesmo rodeados de outros seres, `as vezes, podemos nos sentir sós!…
E, para isto, existe apenas um antídoto: partilhar, idéias e energias, afeto, mesmo que em pequenas porções…
Abraços alados, meu caro.